Servidores Públicos paralisam atividades contra a extinção da Funasa no Amapá

Trabalhadores da Funasa reivindicam reestruturação e pedem a revogação da MP 1156, que extingue a pasta e transfere atividades para outros órgãos do governo federal.

Os servidores da Fundação Nacional da Saúde – Funasa realizaram nesta sexta-feira, 13 de janeiro, às 9 horas em frente à sede da Instituição, no bairro Santa Rita, uma paralisação de advertência contra a extinção da Órgão. A paralisação aderiu ao movimento nacional que pretende apresentar um projeto de restruturação para o órgão em todo o Brasil.A extinção da Funasa foi publicada na segunda-feira, dia 02 de janeiro. Por meio da Medida Provisória- MP 1.156/2023 e faz parte das primeiras mudanças na estrutura do governo que estão sendo feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empossado dia primeiro de janeiro deste ano. As atividades da fundação serão transferidas para outros órgãos de governo.

Na Amazônia a Funasa realiza papel importante no atendimento das populações ribeirinhas e das periferias nas capitais e nos municípios. No Amapá as atividades dos servidores destinam-se a orientação das comunidades rurais e quilombolas sobre vigilância em saúde e conservação do meio ambiente, além de realizar projetos de Solução Alternativa de Abastecimento de Água e projeto de Fomento de Saúde Ambiental. ato2funasa

Para o servidor da Funasa, Júlio César Ferreira a Instituição está precisando de uma reestruturação e adequação de alguns setores, mas ele afirma ser contra a extinção.“Uma Instituição como a Funasa não poder ser extinta assim bruscamente ela precisa sim, passar por um processo de reestruturação para poder melhorar o atendimento da população” afirma, Júlio Cesar Ferreira. A Funasa é uma fundação pública vinculada ao Ministério da Saúde e tem o seu trabalho voltado para a promoção e proteção da saúde, implementando ações especialmente na área de saneamento para prevenção e controle de doenças.

A sede fica em Brasília e cada estado tem uma superintendência.

 

Texto: Valdecir Bittencourt
Revisão: Thaysa Santos
Fotos: Nielton Trindade/Kleber Wandel
Secretaria de Imprensa do Sindsep/AP