Segundo dia do Curso FF da Escola Chico Mendes da Amazônia debate hegemonia e contra e hegemonia

Encontro refletiu a importância dos estudos de Gramsci e Paulo Freire na luta da Classe trabalhadora brasileira.


A reflexão tem sido uma constante, no decorrer deste primeiro módulo do curso de Formação de Formadores -FF, da Escola Chico Mendes da Amazônia em parceria com a Secretaria Nacional de Formação da CUT e o início do segundo dia foi seguiu a mesma linha. A mística de abertura foi a transmissão e recebimento de energia entre as pessoas ao dar as mãos e o pensar sobre o outro.
Para descontrair a sindicalista, Luciléia Dias, do Sindsaúde do Município de São Sebastião da Boa Vista na Ilha de Marajó, Estado do Pará fez a apresentação teatral “A Jurubeba Raimunda” tecendo críticas ao governo de Jair Bolsonaro no tocante ao combate a pandemia de Covid-19, descaso com a saúde dos brasileiros e mostrando que a saída é votar em Lula nas próximas eleições.
Na sequência da programação foi feita a síntese do dia anterior e encaminhada a atividade em grupo sobre o mundo que temos e o mundo que queremos, no movimento sindical no Brasil.
Ao retornar para a sala de aula foi feita a apresentação dos trabalhos em grupo refletindo o que foi discutido entre os participantes, passando pela situação atual do mundo em que vivemos como: o avanço da destruição da Natureza, mudanças climáticas, avanço do capital nas sociedades, fome em várias partes do mundo, pandemia de covid-19, guerras entre nações por territórios e petróleo, dentre outros.
Já no recorte para o Brasil os participantes apontaram o avanço do agronegócio e o desmatamento da Amazônia, destruição dos direitos da classe trabalhadora, o negacionismo da vacina por Bolsonaro, bem como a discriminação de negros, homossexuais e indígenas.
Por outro lado, os participantes apontaram pontos importantes para o mundo que queremos como: igualdade racial, respeito aos direitos humanos e indígenas, manutenção de direitos trabalhistas, saúde e educação e pagos pelo estado brasileiro. Como está na ordem do dia, a eleição de Lula para presidente do Brasil.
Na parte da tarde foram debatidos dois pontos importante do caderno de textos: o que é Hegemonia em Antonio Gramsci? e Pedagogia do Oprimido do professor Paulo Freire, com vistas a concepção “bancária” da educação como instrumento da opressão. Seus pressupostos, suas críticas.
Nas discussões no trabalho em grupo ficou claro o conceito de hegemonia, onde os elementos da cultura conservadora se sobrepõem, valendo a ação do dominador sobre a classe dominada. Utilizando-se de narrativas e elementos como: cultura, religião e educação para manter a hegemonia.
Já no ensino da concepção bancária, no conceito Freiriano, os participantes mostraram como exemplo: a implantação das escolas militares, onde se impõe um aparelho do estado, também sobre a classe dominada, para isso parecer que é bom para todos. Lembrando que a narrativa dissertadora é apenas sonoridade da palavra e não a força transformadora, dando a entender que é apenas um exercício de repetição, do mesmo modo que são aplicadas as atividades nos quarteis militares. Reafirmando assim a ideologia da opressão.
Durante o debate nos grupos, ficou claro que a intensão da educação libertadora pregada por Paulo Freire, na obra Pedagogia do Oprimido vai na contramão da educação bancada, onde em algum momento o educador também passa a ser educando e vice versa.

 

 

Valdecir Bittencourt
Assessoria de Imprensa do Sindsep/AP